quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O limiar da existência


Escrever é ter o que dizer, já dizia Darcy Ribeiro. E quando o dizer se torna insuficiente? É aí que eu aprendi que emoções não são descritivas, elas simplesmente são. É comum vivenciar momentos e não saber dizê-los com propriedade, você não diz, você sente.

E, o que é sentir? Segundo o dicionário Aurélio, sentir é: ter sensações, receber impressões por qualquer um dos sentidos, sentir frio, cheiros, calor. Perceber, conceber. Ser afetado por sofrer: sentir dor de cabeça. Pressentir, adivinhar, intuir. Ter consciência de, compreender, lamentar, apreciar. Sentir falta de, carecer, lastimar a ausência de... Ter sensibilidade, ter consciência do próprio estado físico ou moral. Magoar-se melindrar-se, ofender-se, imaginar-se, julgar-se: sentir-se capaz de grandes coisas

É impossível viver sem sentir, e por mais que achemos que sentir é bobagem, e que somos mais evoluídos, afinal, não somos pós realistas, modernos? Há muito vivemos aos extremos, hoje sabemos que precisamos nos unir e não nos fragmentar; somos um todo, sentidos e razão.

Ao passo que evoluímos, aprendemos que não somos separados, nem internamente e nem externamente; não podemos viver em plenitude sozinhos. Não estamos separados, não existe fora e nem dentro, tudo é o uno. Unir-se ao universo exige uma prática de introspecção profunda, perceber-se talvez exija muito mais do que uma vida. Eis então o nosso desafio: Olhar para dentro. E isso, nunca foi tão difícil.


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