domingo, 15 de maio de 2016

Dualidade interior

Procuro nos mundos que encontro um mundo parecido com o meu...
Fragmentos dele posso ver em vários, porém são reprimidos e pequenos..


Não, não há só um mundo, há vários.
Procuro por um mundo parecido como meu, com o qual eu possa interagir.


Rico, gentil, perfumado, florido,meu mundo...
Escuro, às vezes apertado, doloroso, meu mundo...
Há identificação?

Conheço o seu mundo porque conheço o meu; reconheço no seu mundo fragmentos do meu e por isso podemos trocar riquezas, entendimentos e então, a cura acontece!


Gentil, rico, florido, meu mundo;
Escuro, às vezes apertado, doloroso, meu mundo...


Guerra, morte, dor, meu mundo;
Vida, paz, leveza, meu mundo...

Meu mundo é tão dual,







Florescer à pinceladas.

Aprecio sem esperar a volta dos sorrisos que dou,
do amor que doou,
da paz...
     
...do calor

E se o acaso os trouxer como o vento eu os darei a ti.
Sentiras por entre o teus dedos
todo amor que emana de mim.

Que não acaba,
mas transcende a certeza.
Que evapora e retorna como o lampejar da chuva.

Tinja-me com a aquarela e borre o quadro,
envolva-me com o lampejo aquarelado,
Sinta-me como o vento assombrado,
que lhe arranca o sorriso embriagado.


Inexistência

Em meio cores pálidas e sem cheiro, ou a grandes coloridas e suculentas refeições; o cheiro do nada era o gosto da vida.

Não baste no sal, não há de salgar ou alterar o nada que o nada esconde..
Não se preocupes em adoçar àquilo que não pode ser sentido e te digo: nem tentes..

O que pode definir o valor de um sentido é o quanto você precisa dele..
Queres ver, admirar, notar.. Queres ouvir, aprender e receber.. Não sabes como é não sentir o cheiro do vento, da terra molhada, do café recém preparado, dos beijos apaixonados..


Se não podes sentir o cheiro, tampouco o gosto das "coisas"..O que é a vida senão saborear os momentos e senti-los plenamente? Como pode-se viver a ausência do cheiro, do paladar, do gosto..

Como?

Jura

Promessas que são,
Promessas que vão..
Em vão?

Promessas que costuram, que atrelam, que aprisionam..
Para promessas não feitas há perdão?
E então?

E quando todas coisas escoam-se pela mão; entre os dedos que circundam os laços, que se desatam no mar da ilusão?
Em vão?
Se dão, então..